Segundo Matta (2004, p. 1) não se discute as vantagens e benefícios que os computadores e suas redes trouxeram a educação, porém deve-se repensar o uso indiscriminado dessas tecnologias na Educação Infantil, pois na maioria das vezes elas são empregadas sem orientação ou análise de seus prováveis de seus resultados.
Para Jane M. Healy, autora do livro Failure to Connect: How Computers Affect our Children's Mind, as crianças devem ficar longe dos computadores até os 7 anos, porque existem outras atividades mais apropriadas para o desenvolvimento do cérebro e do corpo infantil como um todo. (JESDANUN, 2004).
Analisando a colocação da autora Matta ( 2004, p, 1) observa-se que a tecnologia na educação infantil se usada de uma forma correta ela traz benefícios,mais lembrando que para ser um fator positivo na vida da criança e necessário que haja profissionais qualificados na área,para que se desenvolva realmente um trabalho eficaz.
A segunda autora Jane M.Healy argumenta que as crianças ate os 7 anos devem ficar longe do computador,pois as crianças necessitam de outras atividades para seu desenvolvimento nessa faixa etária.
Exigindo conhecimentos sobre as teorias de aprendizagens, concepções educacionais e práticas pedagógicas, técnicas computacionais e reflexões sobre o papel do computador, do professor e do aluno no contexto educacional.
A informática quanto adotada nas escolas deve se integrar ao currículo, não como uma disciplina, mas como uma ferramenta, inclusive, multidisciplinar, constituindo-se em alguma coisa a mais que o professor pode contar para bem realizar o seu trabalho; desenvolvendo atividades que levem a uma reflexão sobre qual a melhor forma de empregar seus recursos, analisando as características de cada disciplina; realizando a imprescindível interação entre as diversas disciplinas e os recursos da informática
O desenvolvimento da criança é um processo equilibrado no qual o crescimento intelectual está intimamente vinculado ao crescimento dos aspectos afetivos e sociais, que em hipótese alguma podem ser colocados em segundo plano, pela ênfase dada a aspectos estritamente cognitivos ou até mecanicistas. Infelizmente o que vemos em muitas escolas, ditas de educação infantil, é a criança na "aula de computação" colorindo desenhos prontos na tela como os antigos mimeografados, utilizando joguinhos que a punem quando não acerta alguma atividade em um determinado número de vezes, deixando-a por exemplo, sem saber o fim da estória; repetindo incontáveis vezes um movimento com o mouse, quando ainda não tem o controle motor necessário, dado o seu estágio de desenvolvimento. Enfim, até tentando ser adestrada para aprender "computação", como um fim em si mesmo, sem nenhum relacionamento com outras atividades realizadas na escola.
É preciso ter materiais necessários para o melhor desenvolvimento.
A escola não pode deixar de incorporar as novas transformações, intervindo para sistematizar a integração de todos os recursos pedagógicos e usando o que de melhor cada um tem para oferecer.como exemplo, softwares que facilitem a aprendizagem do educando, atrvés de exercício e prática, jogos, simulações, hipermídia,tutor inteligente e outros. Estes instigam nas crianças, a memorização de conteúdos,atenção / concentração,pensamento lógico e resolução de problemas.
Não precisamos ser gurus para perceber que o mundo está passando por uma terceira onda de transformações. É cada vez mais repetitivo dizer que estamos vivendo a era da revolução da informação, na tecnologia disponível, que elimina as barreiras da distância relacionada à língua e à cultura e nos conduz a novos processos de produção, a novas formas de diversão, a um novo modo de viver e pensar, agir e interagir.
Mas, quanto mais rapido é o avanço tecnológico, maior é o abismo que separa o mundo tecnologicamente.
Enquanto algumas pessoas têm acesso à tecnologia e, conseqüentemente, à informação, outras ficam condenadas ao completo e total abandono e isolamento.
Alguns países perceberam que o desenvolvimento está relacionado diretamente com a educação e a formação de seu povo, enquanto outros ainda crêem que a importação de tecnologia e de equipamentos resolverá todos os seus problemas. Assim, os primeiros investem recursos financeiros e humanos no processo educacional, aumentando rapidamente seu poder em relação aos demais. Esses países, além de investirem fortemente no setor educacional, dão liberdade que incentiva a utilizar formas alternativas de educação.
A própria manipulação dos textos se dá de maneira diferente e a organização das páginas também é outra, exigindo habilidades nem sempre valorizadas pela escola, como a tomada de decisões rápidas.
Nesta perspectiva, a presença dos computadores no cotidiano escolar nos impõe um processo de reorganização das práticas baseadas no controle da aprendizagem centrado na lógica da distribuição.
Pensar na escola enquanto espaço privilegiado da construção de saberes é assumir também, a defesa do direito à alfabetização de todos que por ela passam.
Neste sentido, se faz necessária a formação dos educadores, com o uso e para o uso das tecnologias, num processo de reflexão que problematize experiências e contribua para a criação de diferentes ambientes de aprendizagem que favoreçam o processo de alfabetização.
Assim, apresentamos uma proposta de trabalho permeada pelo uso das tecnologias da informação e da comunicação, que permite outras visões sobre o processo ensino-aprendizagem. Uma proposta que sugere a reflexão sobre o processo de alfabetização em toda a sua complexidade e riqueza,
exigindo do homem, um comportamento bem diferente do que ele tem diante do livro.
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